sábado, 4 de julho de 2009

(...)

Elisabeth




Quando se nos aperta o peito e tudo o que ele contém,

Os meus olhos dilatados olham, como pela primeira vez, para as minhas mãos.

E para ti, amor,

Tão perto, aqui, de um abraçar meu,

De encontro ao teu peito, o qual toco às cegas,

Com estas mãos que te constroem outra vez e que,

Por vezes, se despegam de mim e me fazem chorar.

Imaculada lágrima numa sala já vivida de medos e cuidados a ter,

Lágrima que retenho com estas mãos que, como a iniciar os primeiros passos da vida,

Precisam de ti para eu me olhar, de novo.